terça-feira, 23 de agosto de 2005

sem rumo, de agora em diante a soh seguirei um caminho
de nada vale guardar o que penso
nao quero mais que eu seje eu
nao me orgulho de quem sou
me tornei algo que odeio profundamente
faço coisas que nem no inferno sao boas maneiras
queria eu nunca ter nascido
queria poder encomendar minha morte
nunca orgulhei a mim msm mto menos a alguem
agora padeo por entre pedras e carrapatos
quero ficar aqui por eras
que essa seja minha vida agora
assim, de outro mundo que nao seje o meu eu resguardarei
queria poder rever todos os momentos de minha vida
assisti-los e procurar o que deu origem a uma pessoa fria
como nasce um coraçao gelado
como se corrompe o coraçao e os ideais de uma criança
a vida eh justa
esse eh o preço
vou pagar
cobre juros
preciso dessa dor
uma covarde eu me tornei
fugindo de porta em porta
sempre correndo e me escondendo
agora basta
parei de correr
minhas pernas cansadas ja nao aguentam mais
nao tenho mais lugares para ir
estou entre paredes
estou em um fosso
nao sei como usar minhas maos para subir
nunca cai tao fundo pois nunca me envolvi assim
dessa vez eu perdi o controle da situaçao
nao sei
talvez eu esteje olhando para uma porta
mas eu seje cruel o suficiente para nao ver
tanto que nem sei o que escrever
nao desenho mais
nao escrevo
o mundo nao mais tera cores
as sombras sobem pelas paredes
elas me engolem
uma mao
ela esta tao longe
mal a vejo
de quem sera?
de quem mais tenho medo
essa palavra me pegou
nao peço ajuda
mas peço que mantenha essa mao ali
ao longe
eu vou conseguir sozinha
mas pq sera que eu nao consigo pensar assim?
pq eu nao acredito que posso?
eu sou uma perdedora, uma fracassada
tenho que admitir.

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