quinta-feira, 28 de julho de 2005

inerte agora vivo
de volta a sero estou
se sigo eh por mim msm
nada temo apenas vivo
sem saber do que o amanha sera feito
sigo em frente calada
no cair da noite vago
mais por rios em prantos nado
chega
sofro demais
e essa solidao me consola
sem afeto
sem carinho
nada de material presta
to de saco cheio da realidade
durmo
quero sonhar
pois assim mmorrerei feliz
campos das flores do tempo
atravez dos pastos
ate a ribanceira do medo
dentro de seu coraçao
cravado como uma flecha
as vozes me pedem à partir
o vento do sul traz o teu cheiro
e a jornada do pensamento nos embala
a escuridao entra pelas falhas palavras
nada alem de um jogo
alguns vao poucos vem
nada ficou para lembrar
ela continua aqui fincada na terra
pois sabe que dali foi feita
abençoada luz do sol
como que o seu verdadeiro querer
erguendo suas maos às galaxias
chamas ardentes circundam suas historias
as borboletas fazem a recepçao da pequena luz
o paradoxo da vida parece nao me deixar
mas tudo isso esta tao no horizonte
num mundo que longe dos meus olhos dorme
por isso eu sonho
para que alguem ouça meus gritos calados
no vento do norte meus pensamentos
e aqui o oceano sonha profundo
as rochas dançam na corrente do rio
e tudo isso vai passar
me ajoelho e canto
ate o sol raiar.

quinta-feira, 14 de julho de 2005

do descontrole das chamas
ardente alma que clama
algo mais alem do que vemos
ao sentir a emoçao deste encontro
ao toque suave do seu coraçao
a vida me traz ao cair da noite
o dia nao existe mais
belo demais ele canta
com doces notas afim de conquistar
mas no fundo nada é o que parece
me ponho a dormir
dentre moinhos de ventos
viajo num mundo vasto
ao som de cavalgadas
tais lindas nos campos verdes
que com a graça deste mundo
vêem nos trazer prazer e ternura
fingindo brincar de roda
cada palavra contrasta com meu pensamento
isto eh tudo o que temos?
quero gritar, me de a mao
na estrada do conhecimento nao ha tangentes
sigo em frente, de queda em queda
nao tenho nada lá tras...
quer namorar cmg?

segunda-feira, 4 de julho de 2005

um dia encontrei um jornalista
ele perguntou se eu queria
assim com certeza pensei
e de certa forma respondi
exatamente nao o que queria ele
mas a duvida satisfez
sendo que ao cair da noite um falcao alça vôo
ao mundo se lança destemido
uma onda de prazeres avança sobre nós
como o futon me aquece nas solitarias noites
mas quem dera orvalho cair em meus prantos
e conceder tamanho privilegio
lindo seria a ida da ventania ao longe
pois em tranquilo sono repousaria
tais quais esmeraldas e primaveras
a tal princesa se levantou há tempos
agora em seu desfeito castelo
no lombo de pegasus nos garimpos dos céus
os diamantes da noite à colecionar
ao levantar da aurora
suave pouso se fez desta morte
das preciosas pedras duas mantiveram sua forma
unidas para sempre em matrmonio
agora elas se banham do luar
no mais lindo algodao a bailar
chega de controversias
o jornalista apenas perguntou...
queria ele curioso a saber
qual motivo levava eu naquele sorriso tao delicado e sutil.
ele saiu decepcionado...
mas nao pecebeu que eu apenas poderia ter dito que estou a amar.