por andreia rocha.
era uma pequena menina de cachinhos no cabelo, covinhas nas bochechas e sua feiurinha que poco a incomodava
sorriso no rosto, simplicidade e determinação
suas brincadeiras, seu ballet, seus estudos, sua ingenuidade
e seus sonhos.
e o que restou entre suas mãos de isso que ela foi um dia?
restou um passado guardado em caixas e em memórias
e o medo de que no presente tudo continue a perder sua profundidade
porque as músicas já não dizem tanto
as fotografias já não tem a mesma importância
as cartas já não são mais escritas
as conversas já não são mais ao vivo
as relações não tem o mesmo significado
as lembranças já não são mais lembradas
e tudo é fabricado, e tudo é manufaturado, e tudo é construído
onde está a essência de tudo, a poesia, o sentimento?
onde agora tudo é choque, tudo é contradição, tudo é superficial, tudo é sem significado
inclusive ela.
e tudo são escolhas
escolhas, escolhas...
escolha sua fé ou escolha sua ciência ou escolha sua arte, escolha sua saia ou escolha sua calça, escolha seu chinelo ou escolha seu tênis, escolha o corte do seu cabelo, escolha seu penteado, escolha como gastar seu tempo, escolha lutar pelo mundo, escolha viver seus prazeres de forma egoísta, escolha dormir, escolha sua opção sexual, escolha seus amigos, escolha qual eu você quer ser, escolha suas escolhas, escolha.
é isto que é ser adulto?
preferia uma vida inteira perdida na infância, porque de certo modo a ignorância é uma virtude
do que ser mais uma esclarecida e que compartilha das verdades a sofrer neste mundo materialista.
tudo passa,
um dia isso vai acabar,
e não sei quão feliz ou triste estarei comigo mesma
pelo que fui, pelo que sou, e pelo que serei
e eu nem mesmo sei.
sorriso no rosto, simplicidade e determinação
suas brincadeiras, seu ballet, seus estudos, sua ingenuidade
e seus sonhos.
e o que restou entre suas mãos de isso que ela foi um dia?
restou um passado guardado em caixas e em memórias
e o medo de que no presente tudo continue a perder sua profundidade
porque as músicas já não dizem tanto
as fotografias já não tem a mesma importância
as cartas já não são mais escritas
as conversas já não são mais ao vivo
as relações não tem o mesmo significado
as lembranças já não são mais lembradas
e tudo é fabricado, e tudo é manufaturado, e tudo é construído
onde está a essência de tudo, a poesia, o sentimento?
onde agora tudo é choque, tudo é contradição, tudo é superficial, tudo é sem significado
inclusive ela.
e tudo são escolhas
escolhas, escolhas...
escolha sua fé ou escolha sua ciência ou escolha sua arte, escolha sua saia ou escolha sua calça, escolha seu chinelo ou escolha seu tênis, escolha o corte do seu cabelo, escolha seu penteado, escolha como gastar seu tempo, escolha lutar pelo mundo, escolha viver seus prazeres de forma egoísta, escolha dormir, escolha sua opção sexual, escolha seus amigos, escolha qual eu você quer ser, escolha suas escolhas, escolha.
é isto que é ser adulto?
preferia uma vida inteira perdida na infância, porque de certo modo a ignorância é uma virtude
do que ser mais uma esclarecida e que compartilha das verdades a sofrer neste mundo materialista.
tudo passa,
um dia isso vai acabar,
e não sei quão feliz ou triste estarei comigo mesma
pelo que fui, pelo que sou, e pelo que serei
e eu nem mesmo sei.

2 Comentários:
gosto de quando consigo transmitir o q estou sentindo por palavras, e sou compreendida!
e acho q este texto cabe bem neste blog: "reclamaçoes de uma mente egoista e egocentrica".
a tanto coisa pior para se preocupar, e nos preocupamos só com nós mesmos.
é para se pensar...
beijosss yaya
;)
adorei...
explicou bem como as coisas são mesmo, infelizmente.
beijoo
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